segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Energia que vem do lixo

Nos laboratórios do mundo inteiro, já foi provado que se pode produzir diversos combustíveis líquidos ou gasosos de lixo urbano, restos de madeiras, cascas e palhas de produtos agrícolas. Pouco se tem feito para estimular a transformação dessa possibilidade científica numa realidade sustentável.

O projeto da companhia canadense Enerkem é um modelo que nos mostra ser possível associar crescimento com práticas sustentáveis. A companhia divulgou nesta semana que começou a construção do que chamou de “a maior usina de transformação de lixo em biocombustível do planeta”. A instalação será capaz de processar 100 mil toneladas de resíduos por ano, criando combustível suficiente para abastecer 400 mil automóveis, o equivalente a 36 milhões de litros de etanol. Isso representa um corte na emissão de gases de efeito estufa semelhante a tirar 42 mil carros das ruas.

A usina irá trabalhar principalmente com o lixo da cidade de Edmonton, no Canadá, que já recicla 60% de seus resíduos, mas com a nova indústria atingirá os 90%.

Segundo a Enerkem, mesmo matérias que não vão para a reciclagem tradicional contém moléculas de carbono que podem ser quimicamente recicladas. Depois da extração, os resíduos de carbono são convertidos em combustíveis e outros produtos através de um processo que utiliza calor, pressão e catalisadores químicos. O que sobra pode ser ainda aproveitado como agregado na construção civil.

A empresa tem planos de construir uma outra unidade do mesmo porte nos Estados Unidos até 2013.

A imagem abaixo mostra a planta da usina em construção no Canadá:


O lixo é realmente uma fonte de energia! Fonte de energia para as engrenagens do modo de produção capitalista, assim como para as ações do ReciclaMente.

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