Podemos afirmar que o ReciclaMente nasceu, no sentido prático do termo, em março de 2010. No dia em questão, com sol e chuviscos no final da tarde, o quarteto + 1 (em homenagem a prof. Angela) desfrutou das belezas naturais de Sidrolândia, cidade-vizinha dos campo-grandenses, em nosso estimado Mato Grosso do Sul.
Ainda é possível sentir o cheiro doce da brisa que viajava por entre as árvores da Serra de Maracaju e refrescava nossa face, convidando-nos a vislumbrar os encantos da Piana, admirável fazenda sustentável. Difícil se concentrar em nosso objetivo, que era pura e simplesmente realizar um estudo de caso sobre a diversificação produtiva da propriedade rural em questão, bem como da gestão dos resíduos sólidos gerados a partir de tais atividades.
O Sr. Luis Carlos Piana, proprietário da localidade, nos cedeu uma entrevista exclusiva. Contou-nos a história recente do lugar e como este passou de uma área essencialmente especializada em bovinocultura e avicultura para um ambiente turístico, transformando todo o produto potencial da fazenda em produção econômica real. Fórmula de sucesso estimada com muito esforço pela família Piana. Se vivo, Keynes teria um bom exemplo de como operar com pleno emprego dos fatores de produção.
Graziano da Silva (2002) escreve sobre as mudanças pelas quais vem passando o espaço rural: “essa nova organização do espaço pode ser chamada de o “novo rural”, o qual compreende uma agropecuária moderna, baseada em commodities e ligada às agroindústrias e um conjunto de atividades não-agrícolas, relacionadas à moradia, ao lazer e a várias atividades industriais e de prestação de serviços”.
Vivenciamos com vigor esse conceito de “novo rural” ao observar as ocupações produtivas da fazenda: 1) atividades tradicionais: pecuária, englobando a criação de bovinos, galináceos, suínos e ovinos; e 2) o turismo no meio rural com suas diversas modalidades: turismo de eventos, turismo de aventura e esportivo, turismo de água e sol, turismo artístico.
È mesmo fascinante como os proprietários da fazenda conseguem administrar todos os recursos disponíveis, transformando-os em fonte de renda e emprego, sem destruir a cultura local. Quem sabe até produzem de forma sustentável... Não podemos afirmar com exatidão, mas com relação ao gerenciamento dos resíduos sólidos, observamos aspectos positivos.
Mesmo inserida no cenário dos mais de 80% de espaços agrícolas que não possuem sistema público de coleta de lixo, identificou-se na propriedade um modelo de tratamento dos resíduos adequado à realidade dessa carência. Os administradores promovem o retorno de boa parte da matéria-prima ao ciclo de produção do qual foi descartado, seja por meio da reciclagem ou do reaproveitamento. Se aliada à conscientização dos visitantes, esse modelo adotado resultaria numa ação conjunta capaz de promover o desenvolvimento de maneira sustentável.
O caso da Piana constitui uma das poucas exceções. Infelizmente, frente à ineficiência do sistema atual de coleta de resíduos rurais no Brasil, muitos produtores buscam outras formas de eliminação, na maioria das vezes inadequadas. Como exemplo, temos que do total do lixo produzido em 2000 na zona rural, 52,5% foram enterrados ou queimados (IBGE, 2000). Sinal de que a demanda por políticas eficazes em relação aos resíduos sólidos é enorme. Sinal de que há muito trabalho a ser realizado no presente e futuro próximo pelo ReciclaMente e por todos os brasileiros.
Difícil encontrar uma palavra que resuma a primeira experiência do projeto em pesquisas a campo. Envolvente, interessante, instigante... Creio que estimulante seja suficiente para expressar a vontade do grupo de crescer intelectualmente, profissionalmente e, claro, ambientalmente.

Ainda é possível sentir o cheiro doce da brisa que viajava por entre as árvores da Serra de Maracaju e refrescava nossa face, convidando-nos a vislumbrar os encantos da Piana, admirável fazenda sustentável. Difícil se concentrar em nosso objetivo, que era pura e simplesmente realizar um estudo de caso sobre a diversificação produtiva da propriedade rural em questão, bem como da gestão dos resíduos sólidos gerados a partir de tais atividades.
O Sr. Luis Carlos Piana, proprietário da localidade, nos cedeu uma entrevista exclusiva. Contou-nos a história recente do lugar e como este passou de uma área essencialmente especializada em bovinocultura e avicultura para um ambiente turístico, transformando todo o produto potencial da fazenda em produção econômica real. Fórmula de sucesso estimada com muito esforço pela família Piana. Se vivo, Keynes teria um bom exemplo de como operar com pleno emprego dos fatores de produção.
Graziano da Silva (2002) escreve sobre as mudanças pelas quais vem passando o espaço rural: “essa nova organização do espaço pode ser chamada de o “novo rural”, o qual compreende uma agropecuária moderna, baseada em commodities e ligada às agroindústrias e um conjunto de atividades não-agrícolas, relacionadas à moradia, ao lazer e a várias atividades industriais e de prestação de serviços”.
Vivenciamos com vigor esse conceito de “novo rural” ao observar as ocupações produtivas da fazenda: 1) atividades tradicionais: pecuária, englobando a criação de bovinos, galináceos, suínos e ovinos; e 2) o turismo no meio rural com suas diversas modalidades: turismo de eventos, turismo de aventura e esportivo, turismo de água e sol, turismo artístico.
È mesmo fascinante como os proprietários da fazenda conseguem administrar todos os recursos disponíveis, transformando-os em fonte de renda e emprego, sem destruir a cultura local. Quem sabe até produzem de forma sustentável... Não podemos afirmar com exatidão, mas com relação ao gerenciamento dos resíduos sólidos, observamos aspectos positivos.
Mesmo inserida no cenário dos mais de 80% de espaços agrícolas que não possuem sistema público de coleta de lixo, identificou-se na propriedade um modelo de tratamento dos resíduos adequado à realidade dessa carência. Os administradores promovem o retorno de boa parte da matéria-prima ao ciclo de produção do qual foi descartado, seja por meio da reciclagem ou do reaproveitamento. Se aliada à conscientização dos visitantes, esse modelo adotado resultaria numa ação conjunta capaz de promover o desenvolvimento de maneira sustentável.
O caso da Piana constitui uma das poucas exceções. Infelizmente, frente à ineficiência do sistema atual de coleta de resíduos rurais no Brasil, muitos produtores buscam outras formas de eliminação, na maioria das vezes inadequadas. Como exemplo, temos que do total do lixo produzido em 2000 na zona rural, 52,5% foram enterrados ou queimados (IBGE, 2000). Sinal de que a demanda por políticas eficazes em relação aos resíduos sólidos é enorme. Sinal de que há muito trabalho a ser realizado no presente e futuro próximo pelo ReciclaMente e por todos os brasileiros.
Difícil encontrar uma palavra que resuma a primeira experiência do projeto em pesquisas a campo. Envolvente, interessante, instigante... Creio que estimulante seja suficiente para expressar a vontade do grupo de crescer intelectualmente, profissionalmente e, claro, ambientalmente.


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